BioTerra

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Investigadores do Porto explicam a susceptibilidade das regiões cerebais à neurodegenerescência

Investigadores do Serviço de Farmacologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto desenvolverem um estudo que explica porque é que algumas regiões do cérebro são mais susceptíveis à neurodegenerescência.·A investigação, da autoria de Jorge Oliveira e Jorge Gonçalves, publicada no mês de Janeiro deste ano no Journal of Biological Chemistry, comprova que as células nervosas (neurónios e astrócitos) têm diferentes níveis de resistência a desordens neurológicas.

De acordo com os investigadores, esta descoberta científica permitirá compreender melhor as doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson ou a de Huntington, por exemplo, identificar novos alvos terapêuticos e potenciar o desenvolvimento de fármacos neuroprotectores mais eficazes.


Os dois investigadores da Universidade do Porto centraram o seu estudo nas regiões cerebrais denominadas córtex e estriado, sabendo, à partida, que "esta última é particularmente vulnerável a patologias neurológicas, como a Doença de Huntington". Com base nesta premissa, Jorge Oliveira e Jorge Gonçalves desenvolveram "um modelo experimental inovador de observação das alterações na funcionalidade das mitocôndrias (indispensáveis ao bom funcionamento celular) nas células nervosas, quando submetidas a estímulos neurotóxicos".


Segundo os investigadores, "o modelo é metodologicamente inovador porque, em traços gerais, permite avaliar em células vivas parâmetros que anteriormente exigiam a ruptura das células cerebrais e a extracção das mitocóndrias". "Ao preservar a identidade e a integridade celular, o modelo possibilita o estudo das mitocôndrias no seu 'habitat' natural, o que constitui uma maior aproximação ao real funcionamento do cérebro", explicam em comunicado.


Reflexão:
A ciência não é dogmática e encontra-se constantemente a ser actualizada.
Assim, verificamos que cada vez mais a Humanidade se preocupa com questões de saúde e periodicamente são publicados estudos que revelam avanços nas mais diversas áreas. Este é mais um estudo, com marca de cientistas portugueses que tem em vista, a explicação da susceptibilidade das diversas regiões cerebrais, às doenças neurodegenerativas. Deste modo, aguarda-se que seja possível o desenvolvimento de fármacos contra doenças, como as de Parkinson e huntington, que retiram grande parte da qualidade de vida dos seus portadores. Na minha opinião as doenças degenerativas são das mais difíceis de lidar, porque a parte cerebral do ser humano, encontra-se danificada, e na maioria dos casos, inerentes a estas enfermidades estão outras que acabam por retirar lentamente a vida ao doente e àqueles que o rodeiam. E como tal é fundamental, a investigação, esta é ponto de partida para uma possível cura!


Fontes:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=29048&op=all

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