BioTerra

sábado, 18 de abril de 2009

Transporte no xilema: hipótese da pressão radicular

O fluxo passivo da seiva xilémica para a parte superior da planta é bastante rápido e pode alcançar uma altura de mais de 100 metros.

Várias teorias têm sido sugeridas para explicar o movimento de ascensão da água e dos solutos, principalmente iões minerais, uma vez chegados ao xilema. As teorias desenvolvidas recorrem à acção de forças físicas para explicar esse movimento.

A teoria da pressão radicular caracteriza-se pelo desenvolvimento de uma pressão positiva no xilema, na região das raízes, que serve para impulsionar a seiva bruta para cima.

Pressão radicular: Tipo de pressão que permite que a água absorvida pela raiz se desloque até à extremidade superior da planta. Admite-se que esta pressão tanto é devida à osmose, desde o solo até ao interior da raiz, como a um transporte activo em consequência dos sais do xilema que possibilita um gradiente de concentração que permite o movimento da água.


Teoria da pressão radicular:
  • A contínua acumulação de iões nas células da raiz tem como consequência a entrada de água para a raiz da planta por osmose.
  • As forças osmóticas geram uma pressão que poderá explicar a ascensão de água no xilema, em algumas situações.
  • O efeito da pressão radicular pode ser observado quando se efectuam podas tardias em certas plantas, verificando-se a saída de água pela zona dos cortes, num processo conhecido por exsudação.
  • Quando a pressão radicular é muito elevada, a água é forçada a subir até às folhas, onde é libertada sob a forma líquida, num fenómeno designado por gutação.




Reflexão:

Esta teoria que tenta explicar o transporte xilémico, não é suficientemente coexistente para explicar a subida rápida da seiva, sobretudo a grandes alturas. Por outro lado, existem plantas que não possuem pressão radicular, como é o caso das coníferas. Assim, conclui-se que a pressão radicular colabora na ascensão da seiva bruta, no entanto é insuficiente para explicar o fenómeno.

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